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Beija-Flor 2018-02-15T17:00:16+00:00

Beija-Flor

No cenário Beija-Flor, reformas profundas estão sendo realizadas no sistema de educação, com base em experiências bem-sucedidas no país e no exterior, motivadas por mudanças sociais, tecnológicas e ambientais. A renovação da educação parte de experiências desenvolvidas por escolas públicas, organizações e movimentos sociais e outros atores. Há um estímulo à inovação educacional por meio de políticas públicas estatais e não estatais, que abrem espaço para uma educação menos tradicionalmente escolarizada. O Estado é fomentador e indutor, garante as condições do padrão de qualidade previsto na legislação educacional e estimula as escolas a desenvolverem experimentações e a relação com as comunidades. Existe uma pluralidade de arranjos na relação público-privada que privilegia o não lucrativo. Porém, há uma tensão pautada pela necessidade de forte regulação e permanente controle social para que interesses privados contrários aos interesses públicos não dominem as escolas públicas, de empresariais a grupos religiosos fundamentalistas. Há um estímulo à participação e ao controle social de vários sujeitos da comunidade escolar, mas ainda com desafios para que tal participação influencie as políticas nacionais. Valoriza-se a diversidade, mas muitas vezes não se abordam devidamente os conflitos envolvidos na superação de desigualdades, discriminações e privilégios. Convive-se com uma pluralidade de modelos, como redes e comunidades de aprendizagem, territórios de cooperação, cidades-escola e experiências de educação popular. Tal pluralidade se alimenta intensamente da relação com as tecnologias. Apesar de estar ancorada na legislação nacional da educação, a multiplicidade de experiências é tensionada pelo risco da fragmentação, pela dificuldade de gerar avanços em escala e pelo acirramento das desigualdades entre escolas. A concepção de educação é pautada por princípios como equidade, justiça social e promoção da sustentabilidade socioambiental. A escola tem a função social de formar sujeitos de mudanças cotidianas e globais, fortalecendo a relação com os territórios, em uma perspectiva intersetorial e de trabalho em rede.

O beija-flor é o símbolo desse cenário. Ele tem uma beleza intensa que transcende a racionalidade mais imediata. É um dos principais agentes polinizadores de várias plantas e explora até mesmo flores de plantas rasteiras, voando muito baixo para tal. É territorial e vocaliza o tempo todo, desde o amanhecer até o pôr do sol.